Fazer perder corpo

Deste beijo admita que me ama por maldade e deixe. O desespero precisa ser discreto, dedilhado: Que solto ar pairaria deste jeito não fosse teu hálito? Admita que o caminho se perdeu ao trilhar-se. E deixe. Que o sono tratará de embrulhar nossos sexos.
Deixe que eu me coloque aquém de mim, claro. Eu já te disse da úlcera. Tanto que aquela pessoa que não existe mas mora ainda em meu quarto quer agora me falar de aconchego. Veja. Os ponteiros do relógio da cozinha parece saíram pra jantar.
Não há como separar da triste cena nossas caras baças. E quando eu falar de fogo é, pois tenho pensado frio. Para comover, não para magoar. Quando eu falar de medo é tudo sobre esperança. Sabe bem, como quando digo de mim e é de ti que falo.
Eu dizia: há ainda este último medo que trago, pequena a chama bravia, e é só o que tenho.

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